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Marillion - 10 anos com a EMI
Super Som
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Os MARILLION celebraram no passado dia 29 de Julho, o seu 10o aniversário com a EMI. O país escolhido para a festa de aniversário foi Portugal. No Aquaparque do Restelo (Lisboa), perto de quatro mil pessoas cantaram os parabéns aos MARILLION. A SUPER SOM também lá esteve, e além de presenciar o espectáculo, também falou com o teclista Mark Kelly e com o baterista Ian Mosley.


À conversa com Mark e Ian
10 anos é muito tempo para um casamento com uma editora. Os MARILLION orgulham-se desse feito, principalmente porque a relação parece estável. Começámos por perguntar a Mark Kelly comoe é que decorreram estes primeiros 10 anos com a EMI.

"Passaram muito depressa. É engraçado e assustador pensar como o tempo passa. Lembro-me mais do primeiro ano, do que dos outros nove juntos."

Nestes 10 anos de carreira, os MARILLION carregaram o fardo de serem apontados como a chapa dois dos Genesis. Com ou sem intenção, o facto é que eles tiveram que viver com isso tal como Ian explica.

"Penso que o principal problema foi que o Fish se assemelhava a Peter Gabriel, mas toda a gente tem um herói. Eu não conhecia bem os Genesis antes de me juntar aos MARILLION. Só depois notei algumas semelhanças."

Não terá sido isso que gerou o divórcio entre Fish e os Marillion certamente. De qualquer forma o inevitável aconteceu. Fish deu o lugar ao excêntrico steve Hogarth. "Hooks in You" foi o tem escolhido para cartão de visita dos novos MARILLION. Porquê este tema?

"Não é um tema com grande significado para os MARILLION. A razão porque foi o primeiro single, é porque era uma canção Rock acessível. Pensámos que seria bom, como primeiro single editarmos uma canção fácil de ouvir, mas não é propriamente uma canção especial."

Então que canção escolherias para primeiro single com Steve Hogarth?

"A canção especial do nosso album é possivelmente "Easter". É uma canção em que a música e a letra se enquadram harmoniosamente, é um tem que aborda um assunto com muito interesse. Todos gostamos dela e estamos muito contentes com o resultado, especialmente o Steve que escreveu grande parte da canção antes de se juntar aos MARILLION."

Das canções em particular, aos albums em geral, foi um curto passo. Paerguntámos a Ian Mosley qual o seu album preferido.

"É difícil de responder. Gosto de temas isolados, como por exemplo o "Easter" do album "Seasons End"."

Mark Kelly aborda a questão sob outra perspectiva.

"Ainda não escolhi um album, mas gosto muito de "Seasons End", que musicalmente é muito bom, embora a nível de letras não seja tão forte. "Misplaced Childhood" é muito bom lírica e musicalmente. As letras e a música funcionam bem, juntas. Talvez seja o melhor. É a minha opinião. Em Fugazi as letras são muito boas, mas musicalmente é pobre."

Em termos de actuações ao vivo, os MARILLION sempre foram uma banda bem recebida em todo o lado (pelo menos nunca foram apedrejados). Perguntámos-lhes quais os países que melhor os acolheram.

"Tocámos recentemente no México e em França. No México foi espectacular, maravilhoso mesmo. O palco era enorme e o público estava todo à nossa volta. O som era perfeito, a audiência excelente. Foi a primeira vez que lá fomos, e eles conheciam os temas todos. Gostávamos muito de tocar em Portugal. Ainda temos uma cassete com o concerto do Porto."

Já que falaram do Porto quisemos saber qual a opinião acerca de Portugal.

"A primeira vez que cá viemos foi em 85. Foi bom, pois a banda já era muito popular na altura. Nós estávamos em primeiro lugar nos tops portugueses, o que era bom. É um país interessante, passámos cá bons momentos."

Daí o interesse em celebrarem a festa do 10o aniversário com a EMI em Portugal. O convite partiu da EMI portuguesa. De simples festa de aniversário a um concerto acústico para quase quatro mil pessoas foi um àpice.

"A editora disse-nos que vínhamos para uma festa e pediu-nos para prepararmos algumas canções. Quando cá chegámos disseram-nos que o espectáculo iria ser vendido para a televisão. Não estávamos preparados para isto, senão teríamos trazido bateria. Penso que não podemos tocar apenas duas canções, mas talvez umas dez. Sem baterista vão soar diferente."

Terminámos a entrevista perguntando como irão ser os próximos 10 anos com a EMI.

"Ainda não sabemos se os próximos 10 anos serão com a EMI, mas estamos satisfeitos com ela. Os primeiros 10 anos foram bons e famosos. É sempre o mesmo ciclo: compôr, gravar e fazer tournée. Não quero dizer que nada vá mudar. Talvez depois do póximo album tenhamos algum tempo para descansar e fazer outras coisas, tentar outros projectos. Penso que ao fim de 10 anos, temos necessidade de uma pausa. Para além disso, vai ser negócio como habitual. Uma das ambições é gravar um album ao vivo, mas penso que ainda não estamos preparados para isso."
Marillion Acústicos
Para além do apagar das velas, do partir do bolo e abrir a garrafa de champanhe, os MARILLION estiveram em palco também para tocar. Menos pomposos que habitualmente, traziam na ideia oferecer aos quase quatro mil convidados, momentos de confraternização.

Para isso prepararam um set de dez temas (um por cada ano de vida), practicamente acústicos e sem grandes preocupações sonoras.

"Easter", "Kayleigh" e "No One Can" abrilhantaram a primeira parte do concerto que antecedeu o cantar dos parabéns e o consequente apagar das velas.

Na segunda parte, "Sympathy" e "Substitute" (um original dos The Who, que os MARILLION dedicaram a Steve Hogarth) foram os pontos altos.

Uma hora de espectáculo que soube muito a pouco.
artigo submetido por Jorge Blanch
transcrição de José Carlos Maltez


Última actualização: 27 de Junho de 2011
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